Uma forcinha para saúde

Terapias alternativas podem ser boas aliadas no com bate a doenças e na manutenção do bem estar

Já faz algum tempo que a medicina tradicional passou a encarar de forma bem menos desconfiada as terapias chamadas alternativas, ou de medicina complementar, como acupuntura e massagens. Se, há alguns anos, os médicos não achavam que esses tratamentos podiam ser úteis, hoje são os próprios doutores que indicam as terapias complementares. Evidentemente, esses cuidados não substituem os tratamentos convencionais, mas podem ter um papel significativo no caminho para a cura e para a manutenção da saúde depois de passada a crise.

A acupuntura, por exemplo, tem ação comprovada para problemas das articulações, como artrites e artroses; o shiatsu - uma técnica de massagem japonesa - é um ótimo aliado contra as dores no corpo; e o do-in - massagem nos pés - ajuda a equilibrar as atividades corporais, melhorando dores de cabeça e regulando intestinos preguiçosos. Mas é bom lembrar: terapeutas não são médicos e, portanto, não fazem diagnósticos de doenças. Tem alguma dúvida? Procure seu médico. "Nós não fazemos diagnósticos, o que a gente faz é ter uma boa conversa com o paciente para entender qual é o problema que ele tem e como podemos ajudar a contornar e até a curar esse problema", explica Rosangela Mota, que é mestre em reiki pela Associação Brasileira de Reiki. O reiki é uma técnica japonesa milenar de cura que chegou ao Brasil em 1988. No consultório de um mestre, o paciente fica deitado numa maca e recebe toques muito sutis. Rosangela, que estudou mais de seis anos para ser mestre, conta que a terapia funciona com a impostação das mãos que captam e transmitem a energia universal. Em outras palavras, o terapeuta reikiano é uma espécie de canal que leva até o paciente a energia de cura do universo. "A gente entra em sintonia com o universo e através da gente o corpo do paciente puxa a energia que está precisando naquele momento", ensina a mestre. E quando a pessoa deve procurar a ajuda do reiki? "Sempre", brinca Rosângela Mota, "porque reiki não é só para quem está doente, mas há alguns casos bem comuns que chegam aqui ao consultório", e exemplifica, "quando a pessoa está estressada, com alguma dor, com tensões, ou com alguma doença que precise de equilíbrio para ir embora". Segundo a terapeuta, a grande façanha dessa técnica é harmonizar os sete chacras do corpo. Chacras são os centros energéticos do corpo humano e é por eles que a energia entra e sai do organismo. Centros harmonizados são sinal de saúde, enquanto que o desequilíbrio deles pode provocar vários sintomas. Assim, harmonizando esses centros, o reiki ajuda a tornar o corpo mais forte e a lutar contra possíveis doenças. "Ele tem ação efetiva no sistema imunológico, porque relaxa e desintoxica e isso fortalece as defesas", afirma Rosângela. Outra técnica milenar que tem apresentado ótimos resultados é a massagem Ayurvédica. Parte da milenar medicina ayurvédica indiana, a massagem alia movimentações vigorosas em toda a massa muscular, manobras de tração e alongamento, além da estimulação de pontos e órgãos vitais. "Todos os movimentos buscam um relaxamento profundo e o equilíbrio físico, mental, psíquico, energético, emocional e espiritual", conta Pedro de Lucca Jr. , terapeuta ayurveda. Justamente por isso "é indicada para auxiliar no tratamento de dor de cabeça, insônia, obesidade, artrite, irregularidades de pressão sanguínea, asma e toda a sorte de problemas musculares", garante. E em dias agitados e cheios de problemas como os que vivemos hoje, a massagem ayurvédica pode ser uma grande companheira no combate a stress, ansiedade, tensões e depressão, aumentando o vigor físico, a disposição e a vitalidade. E vitalidade é a palavra de ordem para quem tem mais de 60 anos e quer manter a saúde. Afinal é preciso estar forte para não ficar doente e ser forte para lutar contra uma doença que eventualmente apareça. Aliás, para as duas técnicas, não há restrição nem impedimentos em relação à idade e dizem que a única diferença no atendimento aos mais velhos é que pode ser necessário fazer alguma adaptação, mas sem prejuízo do tratamento. Pedro explica que na conversa que antecede os atendimentos, já dá para perceber quais são as fragilidades dos pacientes. "E se ele tem um problema de articulação, eu não forço muito aquele lugar. Se tem alguma fragilidade num órgão, também trabalho com outra intensidade, faço um toque mais suave, não tão profundo". Em casos ainda mais delicados, dá para fazer a massagem na maca e não no chão, onde é feita normalmente. "Se a pessoa tem dificuldade para sentar, ou levantar, a maca é uma boa opção e não impede o tratamento", justifica. Rosângela também concorda que dá para adaptar as sessões de reiki sem prejudicar o resultado. "Às vezes a gente precisa ajudar a sentar na maca, às vezes muda a posição do paciente e já apliquei reiki até em pessoas em cadeiras de roda.

Então não há mesmo nenhum impedimento para receber a aplicação", conta a terapeuta. Pedro de Lucca Jr. Sugere que, antes de começar a receber massagem ayurvédica, o interessado consulte seu médico, veja se ele faz alguma restrição. "A idéia da Ayrveda é somar esforços em prol da saúde e não impedir a cura", explica o terapeuta. Rosângela conta e Pedro concorda que a disposição física, mental e emocional de quem costuma receber o tratamento alternativo em conjunto com a medicina tradicional é bem maior. Achou interessante? Quer procurar um tratamento alternativo? Vá em frente. Só não esqueça de consultar seu médico antes. Depois, é só procurar um profissional com boas referências em sua cidade e se entregar aos prazeres e as possibilidades que o reiki e a massagem ayurvédica proporcionam.

Mais informações:
Massagem Ayurvédica (11) 3873 7322 - Consultório de Pedro de Lucca Jr. Reiki
www. institutorosangelamota. com. br e www. ab-reiki.com. br