Recordar é Viver

Recordações. O que foi bom não pode ser esquecido. Mas para que a memória continue trabalhando com força total é necessário exercitá-la. A memória é um processo pelo qual o cérebro apreende informações do ambiente, armazena e depois recupera. Para a gerontóloga Maria Lúcia M. Beger, que ministra as oficinas de Estímulo à Memória do Clube A, "o envelhecimento é um processo global e a memória faz parte dele. É preciso manter a atividade para que esse declínio não se acentue". Ou seja, é necessário estimular este processo todo, fazer o cérebro funcionar em sua plenitude, se não acontece exatamente como um músculo que pára de ser usado e, como conseqüência, atrofia. Mas como é que exercícios podem barrar ou, pelo menos, desacelerar este processo? Maria Lúcia responde com satisfação. Baseada no conceito de envelhecer bem, a gerontóloga trabalha e propõe sempre três pilares: controlar doenças; manter a capacidade física e mental; e ter um engajamento com a vida. "Apostar neste método garante a realização destes exercícios para a memória que estamos falando", explica. Mas como? "De duas maneiras: intelectualmente, com a leitura de jornais, livro, revistas, acesso a internet e socialmente, porque o contato com o grupo produz conversas, trocas e debates", conta a palestrante do Clube A. E para deixar o leitor com água na boca, Maria Lúcia garante que há ainda técnicas que facilitam a memorização. "Mas essas eu só explico nas oficinas", provoca. E se você ficou com vontade de participar da oficina Estimulando a Memória, o Clube A deve promover no início do ano que vem uma atividade semelhante à palestra.